Ortopedista e cirurgião de coluna

Dor cervical · Belo Horizonte

Dor cervical: avaliação especializada em Belo Horizonte

Diagnóstico criterioso da causa da sua dor no pescoço e um plano de tratamento individualizado. Nem todo caso precisa de cirurgia: a decisão começa por entender o seu quadro.

Consulta particular · R$ 600

5,0 no Doctoralia 77 avaliações de pacientes
CRM-MG 86882RQE 62889
UFMGGraduação em Medicina
AO SpineProfessor e instrutor
Dr. Otávio Vitório, ortopedista e cirurgião de coluna

Entenda em imagem

Cervicalgia espondilótica: o que é e como tratar?

A cervicalgia espondilótica é a dor no pescoço relacionada ao desgaste dos discos e das articulações da coluna cervical. Essas alterações são chamadas de espondilose cervical e se tornam mais comuns com o envelhecimento. Apesar do nome, ter desgaste na coluna não significa, necessariamente, sentir dor ou precisar de cirurgia. Muitas pessoas apresentam alterações nos exames e continuam realizando suas atividades normalmente. Quando há apenas dor no pescoço, o tratamento costuma ser conservador, com exercícios, fisioterapia e medidas para aliviar os sintomas. A presença de compressão dos nervos ou da medula exige uma avaliação mais específica.

Áreas do pescoço, do ombro e do braço relacionadas a cada nível da coluna cervical (C2 a T1). Ilustração educativa.
Regiões do pescoço, dos ombros e das costas relacionadas a cada nível (C2-3 a C6-7). A localização varia de pessoa para pessoa. Ilustração educativa.
Resumo em 30 segundos
  • É a dor no pescoço ligada ao desgaste dos discos e das articulações cervicais. Desgaste no exame não significa, necessariamente, dor nem cirurgia.
  • Quando há apenas dor no pescoço, o tratamento costuma ser conservador, com exercícios e fisioterapia.
  • Perda progressiva da habilidade das mãos, desequilíbrio ou dificuldade para caminhar merecem avaliação rápida, mesmo com pouca dor no pescoço.
O que acontece na coluna cervical?

A coluna cervical é a parte da coluna localizada no pescoço. Ela sustenta a cabeça, permite seus movimentos e protege a medula espinhal, que transmite informações entre o cérebro e o restante do corpo.

Entre as vértebras ficam os discos, estruturas que ajudam a distribuir as cargas e permitem a movimentação. Com o passar dos anos, eles podem perder água, elasticidade e altura.

Também podem ocorrer desgaste das articulações, espessamento dos ligamentos e formação de osteófitos, conhecidos como “bicos de papagaio”.

Essas alterações podem provocar dor ou reduzir o espaço disponível para os nervos e a medula. Entretanto, nem sempre causam sintomas.

Quem pode desenvolver esse problema?

A espondilose cervical é muito comum com o avanço da idade, mas também pode aparecer em adultos mais jovens.

A predisposição genética, o tabagismo, lesões anteriores e determinadas sobrecargas podem contribuir. A dor também pode ser influenciada pela tensão muscular, pela qualidade do sono e pelo tempo prolongado na mesma posição.

O desgaste não deve ser atribuído apenas à postura ou ao uso do celular. Geralmente, vários fatores participam do quadro.

Quais são os sintomas?

É importante diferenciar três situações.

Dor e rigidez no pescoço. É a apresentação mais comum. A pessoa pode perceber:

  • Dor na nuca ou nas laterais do pescoço.
  • Rigidez e dificuldade para virar a cabeça.
  • Dor que se espalha para os ombros ou a região entre as escápulas.
  • Piora com determinados movimentos ou após permanecer muito tempo na mesma posição.
  • Em alguns casos, dor na parte de trás da cabeça.

Estalos também podem ocorrer, mas o barulho, isoladamente, não indica uma lesão grave.

Compressão de um nervo: radiculopatia cervical. Quando uma raiz nervosa fica irritada ou comprimida, a dor pode sair do pescoço ou do ombro e seguir pelo braço, chegando à mão e aos dedos. Também podem ocorrer formigamento, dormência, perda de força ou dificuldade para segurar objetos.

Nem toda dor no braço vem da coluna. Problemas no ombro ou compressões de nervos no cotovelo e no punho podem causar sintomas parecidos e precisam ser considerados na avaliação.

Compressão da medula: mielopatia cervical. A medula passa por dentro do canal da coluna. Quando sua função é prejudicada pela compressão, podem surgir sintomas nas mãos e nas pernas, como:

  • Dificuldade para abotoar roupas, escrever ou manusear objetos pequenos.
  • Objetos que começam a cair das mãos com frequência.
  • Desequilíbrio, tropeços ou dificuldade para caminhar.
  • Sensação de pernas rígidas, pesadas ou fracas.
  • Dormência nas mãos ou nos pés.
  • Em casos mais avançados, alterações no controle da urina ou das fezes.

Algumas pessoas também sentem um choque que percorre a coluna ou os membros ao movimentar o pescoço. Esses sinais merecem avaliação rápida, mesmo quando a dor no pescoço é pequena ou inexistente.

Como é feito o diagnóstico?

O médico avalia a localização da dor, sua duração, os movimentos que provocam sintomas e o impacto nas atividades diárias. O exame físico inclui a avaliação da força, da sensibilidade, dos reflexos, da coordenação das mãos e da marcha.

Quando há indicação, radiografias ajudam a avaliar o alinhamento e as alterações ósseas. A ressonância magnética permite observar os discos, os nervos e a medula, sendo especialmente importante quando existe suspeita de comprometimento neurológico.

Nem toda dor recente no pescoço precisa de ressonância imediatamente. Na ausência de trauma, sinais de alerta ou alterações neurológicas, muitas vezes é possível iniciar o tratamento e acompanhar a evolução.

Os achados dos exames precisam ser interpretados junto com os sintomas: desgaste importante na imagem nem sempre significa dor intensa ou necessidade de cirurgia.

Como é o tratamento?

Fisioterapia e exercícios. Para a dor cervical sem sinais de gravidade, a fisioterapia pode ajudar a melhorar a mobilidade, fortalecer os músculos do pescoço e dos ombros e recuperar a tolerância às atividades.

Os exercícios devem ser adaptados à avaliação de cada pessoa, com progressão gradual. Alternar posições durante o dia e fazer pausas em atividades prolongadas também pode ajudar.

O repouso prolongado e a imobilização contínua geralmente não são necessários. O objetivo é recuperar movimentos e função com segurança.

Medicamentos e medidas para aliviar a dor. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados conforme orientação médica, considerando as condições de saúde e os riscos de cada medicamento.

Calor local e massagens podem proporcionar alívio temporário da tensão muscular. Em situações específicas, tração supervisionada ou uso breve de colar cervical podem ser considerados, mas não são indicados para todos.

Quando existe suspeita de compressão da medula, trações ou manipulações com movimentos bruscos no pescoço não devem ser realizadas sem avaliação especializada.

Infiltrações. Em alguns casos de dor persistente que irradia para o braço, infiltrações guiadas por imagem podem ser consideradas para reduzir a inflamação ao redor de uma raiz nervosa.

O benefício pode ser temporário. Esses procedimentos não revertem o desgaste e exigem indicação cuidadosa, pois as infiltrações cervicais apresentam riscos, incluindo complicações neurológicas raras, mas graves.

Cuidados com a dor persistente. Dor crônica pode afetar o sono, o humor, o trabalho e a confiança para se movimentar. Quando necessário, o tratamento pode envolver uma equipe com diferentes profissionais.

Cuidar da ansiedade, da depressão e dos problemas de sono faz parte do controle da dor. Isso não significa que a dor seja imaginária, mas que vários fatores influenciam sua intensidade e seu impacto.

Quando a cirurgia pode ser necessária?

A cirurgia pode ser indicada quando existe:

  • Compressão da medula com comprometimento funcional, especialmente nos casos moderados, graves ou em progressão.
  • Perda de força importante ou progressiva por compressão de um nervo.
  • Dor irradiada para o braço, persistente e incapacitante, apesar de tratamento conservador adequado, com exames que expliquem os sintomas.

Nos casos leves e estáveis de mielopatia, o especialista pode discutir cirurgia ou acompanhamento próximo com reabilitação supervisionada. Se houver piora neurológica, a conduta precisa ser reavaliada prontamente.

Quando a medula está comprometida, não é necessário esperar a falha de meses de tratamento conservador para considerar uma operação.

A cirurgia busca criar espaço para os nervos ou a medula e, quando necessário, estabilizar a coluna. A técnica depende dos níveis afetados, do alinhamento cervical e das características da compressão.

Para a dor isolada no pescoço, sem compressão nervosa ou outra indicação específica, os benefícios cirúrgicos são menos previsíveis.

O desgaste tem cura?

Atualmente, não existe tratamento comprovado que faça os discos e as articulações retornarem ao estado original. Mesmo assim, é possível melhorar os sintomas e manter uma vida ativa, apesar de o desgaste continuar aparecendo nos exames.

A dor cervical e muitos casos de radiculopatia melhoram com tratamento não cirúrgico, embora possam ocorrer novas crises.

A mielopatia exige atenção diferente, pois pode progredir e deixar limitações permanentes. Nesses casos, um dos principais objetivos da cirurgia é evitar a piora neurológica. A recuperação da força, da sensibilidade e do equilíbrio varia, e nem todos os sintomas desaparecem completamente.

Quais sinais exigem atendimento urgente?

  • Qualquer perda de força nos braços ou nas pernas.
  • Dificuldade súbita ou acentuada para caminhar.
  • Alterações novas do controle da urina ou das fezes associadas a sintomas neurológicos.
  • Dor após trauma acompanhada de fraqueza ou perda de sensibilidade.

Perda progressiva da habilidade das mãos, desequilíbrio, quedas frequentes ou dormência persistente também exigem avaliação rápida. Dor intensa acompanhada de febre, perda de peso sem explicação ou histórico de câncer precisa ser investigada, especialmente quando é persistente ou ocorre em repouso.

O tratamento deve considerar os sintomas, a função dos nervos e da medula e o impacto na sua rotina. O objetivo é aliviar a dor, preservar os movimentos e proteger sua autonomia.

Tratamento relacionado: Infiltração na coluna

Conteúdo educativo elaborado pelo Dr. Otávio Vitório · CRM-MG 86882 · RQE 62889. Não substitui a consulta médica. Ver o guia ilustrado completo

Quando buscar avaliação

Você se identifica com algum destes sinais?

A dor cervical tem diferentes causas, muitas vezes ligadas à postura ou ao desgaste da coluna. Uma avaliação médica é o caminho para entender o que está acontecendo.

  • Dor ou rigidez no pescoço, constante ou recorrente
  • Dor que irradia para o ombro, o braço ou a mão
  • Formigamento ou dormência no braço ou na mão
  • Dor de cabeça que parece começar na nuca
  • Dificuldade para virar o pescoço ou manter a mesma posição por muito tempo
  • Dor que piora após uso prolongado de computador ou celular

Os sinais variam de pessoa para pessoa. Somente a consulta médica pode definir o diagnóstico e a conduta adequada. Em caso de dor intensa e repentina, perda de força nos braços ou dificuldade para controlar urina ou fezes, procure um pronto atendimento.

Entenda a causa

Dor cervical: o que é e por que acontece

O que é

Dor ou desconforto na região do pescoço (coluna cervical), que pode ficar localizada ou irradiar para os ombros, os braços ou a cabeça. É uma queixa comum, associada a diferentes causas musculares, articulares ou discais.

Causas comuns

Postura inadequada, uso prolongado de telas, tensão muscular, alterações degenerativas da coluna cervical ou hérnia de disco cervical. A investigação da causa orienta o tratamento mais adequado.

Sua consulta

O que você terá na avaliação

Uma consulta pensada para você sair entendendo o seu quadro e os próximos passos.

  • Avaliação clínica detalhadaExame físico da coluna cervical, força e mobilidade do pescoço.
  • Análise do histórico e dos sintomasQuando a dor começou, como evoluiu e o que incomoda hoje.
  • Análise dos seus examesLeve radiografias, ressonância ou tomografia, se já tiver. Se não tiver, você recebe a orientação sobre quais fazer.
  • Esclarecimento das possibilidades de tratamentoCom linguagem clara, incluindo as opções sem cirurgia.
  • Definição dos próximos passosVocê sai sabendo o que fazer a seguir.
Dr. Otávio Vitório em consultório

Sobre o médico

Conheça o Dr. Otávio Vitório

Ortopedista e Cirurgião da Coluna em Belo Horizonte

CRM MG 86882  |  RQE 62889

  • Graduação em Medicina

    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

  • Residência em Ortopedia e Traumatologia

    Hospital Felício Rocho

  • Especialização em Cirurgia da Coluna

    AO Spine e Hospital Universitário Cajuru

  • Professor e Instrutor da AO Spine

    Organização mundial de ensino e pesquisa em cirurgia de coluna

  • Equipe de Cirurgia de Coluna

    Hospital Felício Rocho

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Depoimentos

O que dizem os pacientes que já passaram pelo consultório

5,0
77 avaliações no Doctoralia

Mais mencionado pelos pacientes

Atencioso durante a consulta Explicações detalhadas Pontual
PacienteDiagnóstico
Doctoralia

“Desde a primeira consulta até o pós-procedimento, tive um acompanhamento cuidadoso. Recebi um diagnóstico preciso e um tratamento que fez toda a diferença.”

PacienteAvaliação conservadora
Doctoralia

“Dr. Otávio é muito especializado, o que nos traz segurança e compreensão do quadro. Apresenta as possibilidades de tratamento sempre de forma conservadora, direta e objetiva.”

PacienteCirurgia
Doctoralia

“Sou profundamente grato ao Dr. Otávio pelo sucesso da cirurgia de hérnia de disco e por todo o cuidado que recebi.”

PacienteSegurança
Doctoralia

“Ele me explicou detalhadamente minha situação e me passou todas as orientações necessárias, mesmo grávida de 26 semanas. Agora estou muito mais segura para dar continuidade ao tratamento.”

PacienteAlívio
Doctoralia

“Fez um exame detalhado e explicou a causa da minha dor. Senti mais conforto assim que iniciei o tratamento indicado.”

PacienteAtendimento
Doctoralia

“Buscou entender a causa do problema para solucionar da melhor maneira. Atencioso e pontual em todo o atendimento.”

PacienteAtendimento
Doctoralia

“Ótimo atendimento, com foco e atenção no paciente.”

Dúvidas frequentes

Antes de agendar

Dor cervical sempre precisa de cirurgia?

Não. A grande maioria dos casos de dor cervical melhora com tratamento sem cirurgia, como fisioterapia, medicação e ajustes de postura e rotina. A cirurgia é indicada em situações específicas, depois de uma avaliação criteriosa.

Preciso ter exames para agendar?

Não. Se você já tem radiografias, ressonância ou tomografia da coluna, leve para a consulta. Se não tem, o médico orienta quais exames são necessários para o seu caso.

Como funciona a consulta e qual o valor?

A consulta é particular, no valor de R$ 600, com hora marcada, no consultório do Prado, em Belo Horizonte.

Como faço para agendar?

Você pode agendar sua consulta pelo WhatsApp.

Onde fica o consultório?

Rua Jaceguai, 208, Sala 708, Edifício Cayler, Prado, Belo Horizonte/MG. O edifício tem estacionamento próprio.

Localização

Onde encontrar o Dr. Otávio

Consultório — Prado

Rua Jaceguai, 208 — Sala 708, Edifício Cayler
Prado, Belo Horizonte/MG — 30411-073

Estacionamento

Vagas disponíveis no próprio edifício, com fácil acesso para quem chega de carro.

Também atende em

Hospital Felício Rocho (Barro Preto) e Elcenter (Contagem), para procedimentos e infiltrações.

Dr. Otávio Vitório apresentando pesquisa científica em congresso internacional de coluna

Conhecimento que vai além do consultório

Conhecimento que circula entre especialistas

O Dr. Otávio Vitório mantém atuação acadêmica e científica em cirurgia da coluna, participando de congressos internacionais, do ensino pela AO Spine e da produção de pesquisa na área.

  • Global Spine Journal (2026) — Mechanical Instability After Civilian Thoracolumbar Gunshot Injuries: A Systematic Review to Support Classification Development
  • Coluna/Columna (2026) — Surgeon Preference as a Key Factor in Decision Making in Degenerative Spondylolisthesis
  • Coluna/Columna (2025) — Clinical, Diagnostic, and Therapeutic Aspects of Chordoma: A Narrative Review
  • Coluna/Columna (2025) — Management of Retained Gunshot Injuries to the Spine: A Systematic Literature Review
  • Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral (Dilivros, 2026) — Autor de quatro capítulos: vertebrectomia torácica e lombar nas neoplasias, sacrectomia, instabilidade vertebral em neoplasia de coluna e lesões traumáticas do sacro
  • Global Spine Congress 2025 (AO Spine) — apresentação na sessão Rapid-Fire, em português
  • Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia 2025 — Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • 20º Congresso da Sociedade Brasileira de Coluna (Curitiba, 2026) — apresentação de pôsteres científicos
  • 25º Congresso Mineiro de Ortopedia e Traumatologia (Ouro Preto, agosto de 2026) — participação em debate de mesa-redonda
Ver toda a produção científica →

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